Linfonodomegalia: o que é e como é feito o tratamento? (2023)

A linfonodomegalia é caracterizada pelo aumento local ou generalizado dos linfonodos, também conhecidos como gânglios linfáticos. Essas pequenas estruturas...

A linfonodomegalia é caracterizada pelo aumento local ou generalizado dos linfonodos, também conhecidos como gânglios linfáticos.

Essas pequenas estruturas pertencem ao sistema linfático, estão distribuídas às centenas por todo o corpo e funcionam como filtros para substâncias nocivas, também possuem células do sistema imunológico que ajudam a combater infecções, atacando e destruindo, por exemplo, germes transportados pelo líquido linfático.

Quer saber mais? Então acompanhe a leitura e tire todas as suas dúvidas sobre esse assunto com o dr.consulta.

O que exatamente é a linfonodomegalia?

A linfonodomegalia é o aumento dos gânglios linfáticos e geralmente acontece quando o corpo tenta combater alguma infecção ou inflamação.

Esse aumento é conhecido popularmente como íngua e ela pode atingir, de forma localizada ou generalizada, qualquer parte do corpo, sendo mais comum no pescoço, nas axilas, na região inguinal e no mediastino.

Assim, na forma localizada ela é caracterizada pelo aumento dos gânglios de apenas uma região isolada. Já na forma generalizada o comprometimento ocorre em dois ou mais locais.

Quanto à evolução, as ocorrências podem ser agudas, subagudas ou crônicas.

Segundo a Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP), quando a evolução é aguda dura menos de duas semanas e, geralmente, desaparece com a infecção que causou o quadro. Já quando subaguda, persiste de duas a seis semanas e em quadro crônico, permanece por mais de seis semanas.

Mas, afinal, quando é considerado linfonodomegalia?

Quando um gânglio incha e fica dolorido, significa que o sistema imunológico está combatendo uma infecção nas proximidades daquela estrutura inchada. Esse momento já indica um quadro de linfonodomegalia.

Esse aumento pode acometer crianças, jovens, adultos e idosos.

Quando a linfonodomegalia surge em crianças, principalmente na idade escolar, costuma ser motivo de grande preocupação entre os pais.

Porém, é bastante comum que elas apresentem infecções respiratórias, resfriados, dor de garganta ou dor de ouvido, condições que aumentam o tamanho dos linfonodos.

Nesses casos, as crianças devem ser acompanhadas pelo médico que podem recorrer a medicamentos como, por exemplo, antibióticos. No entanto, isso não significa, necessariamente, a presença de doenças graves.

Quais os tipos e o que pode causar esse aumento dos linfonodos?

Segundo estudo realizado pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul, as causas da linfonodomegalia estão relacionadas com o local onde ela ocorre, fazendo com que existem diferentes tipos de linfonodomegalia. São eles:

Linfonodomegalia cervical

Quando ocorre o aumento dos linfonodos da região do pescoço, atrás das orelhas, perto da mandíbula, do couro cabeludo, da cavidade oral e da laringe.

Pode ser causada por:

  • infecções cutâneas;
  • abscessos dentais;
  • infecções das vias aéreas superiores;
  • resfriados;
  • amigdalite;
  • reação após vacinação;
  • infecção por herpesvírus tipo 6;
  • tuberculose;
  • HIV;
  • toxoplasmose;
  • neoplasias (massa de tecido anormal que surge em diferentes partes do corpo);
  • conjuntivite;
  • faringite; e
  • infecção de ouvido.

Linfonodomegalia inguinal

Nesse tipo o aumento ocorre nos linfonodos da região da virilha, genitália externa/pele, canal anal e membros inferiores.

Desse modo, os principais fatores de risco para esse tipo são:

  • celulite;
  • ISTs (Infecções Sexualmente Transmissíveis);
  • neoplasias.

Linfonodomegalia mediastinal e axilar

Caracterizado pelo aumento dos linfonodos nas regiões próximas aos membros superiores, mama e tórax.

Nesse caso as principais causas podem ser:

  • doença de arranhadura do gato;
  • infecções cutâneas;
  • reação após colocação de prótese de silicone;
  • infecções de prótese de silicone;
  • reação após vacinação;
  • câncer de mama;
  • melanoma;
  • linfoma.

Linfonodomegalia generalizada

Quando o quadro é generalizado, as origens podem ser:

  • mononucleose;
  • artrite idiopática juvenil;
  • dengue;
  • brucelose;
  • doença de Chagas;
  • rubéola;
  • sarampo;
  • HIV;
  • uso de medicamentos como fenitoína, penicilina e captopril.

Tem sintomas?

Linfonodomegalia: o que é e como é feito o tratamento? (1)

Na maioria das situações, a linfonodomegalia acontece na presença de uma infecção ou inflamação, quando os linfonodos presentes no sistema linfático iniciam o combate aos invasores e, por isso, aumentam de tamanho.

Nessas situações, os linfonodos saudáveis, têm cerca de 1 centímetro e não são perceptíveis, aumentam e atingem diferentes tamanhos.

Como sintoma, é possível notar que a pele fica mais lisa, regular, avermelhada e bem sensível ao toque. Além disso, o indivíduo pode sentir uma dor aguda com sensação de latejamento.

Quando proveniente de algum tipo de câncer, os gânglios normalmente possuem mais de 2 centímetros de diâmetro e seu crescimento se dá de forma lenta e não há alteração na pele. Geralmente são indolores e podem não ser notados por muito tempo.

E quando se preocupar com linfonodomegalia?

Quando os sintomas persistem por mais de 4 semanas está na hora de procurar um médico.

Isso porque a inflamação de um gânglio tem duração de duas semanas, em média. Ao passo que, se ele ainda estiver presente depois disso, precisa ser avaliado e investigado. Em alguns casos poderá ser necessária a biópsia e até uma cirurgia para remoção e limpeza.

Eles podem indicar um câncer?

Existe a possibilidade do aumento dos gânglios linfáticos indicarem a presença de um câncer.

Assim, segundo a Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP), são necessárias diferentes considerações a fazer a respeito do histórico do paciente como, por exemplo:

  • idade;
  • tempo de evolução da linfonodomegalia;
  • sintomas apresentados;
  • características do linfonodo;
  • localização.

Ainda segundo a Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP), em crianças e jovens a incidência de linfonodomegalia que surge como sintoma de quadro infeccioso é maior que 80%.

Já nos adultos com mais de 50 anos, as chances da linfonodomegalia ser decorrente de câncer aumentam muito, principalmente para aqueles que apresentarem fatores de risco como tabagismo, etilismo e risco de IST.

Assim, a forma aguda tem maiores chances de ter origem infecciosa, inflamatória ou uma leucemia aguda. Já a crônica pode indicar doenças autoimunes, linfomas ou tumores sólidos.

Agora, se houver febre é preciso observar o comportamento, isto é, se ela não tiver horário específico para acontecer e se esse for o único sintoma, muito provavelmente a origem é infecciosa.

Mas se acontecer em horários específicos e acompanhada de sudorese noturna intensa, perda de peso e o aumento já dura mais do que 2 semanas, pode ser indicativo de tuberculose ou linfoma.

Também vale observar: o risco aumenta se na família houver casos de câncer de mama, intestino, tireoide ou melanoma.

Como lidar com a linfonodomegalia?

Linfonodomegalia: o que é e como é feito o tratamento? (2)

Na avaliação clínica do médico é feito um exame físico específico dos linfonodos que já afasta a possibilidade ou não de malignidade e a busca de possíveis causas. A localização é o primeiro aspecto avaliado.

Outro ponto importante é o tamanho do linfonodo. Bem como a consistência, adesão e sensibilidade também são aspectos importantes na avaliação.

Os exames de imagem podem ser complementares à avaliação, trazendo mais clareza para definição dessas características.

Esses exames podem ser:

  • tomografia computadorizada;
  • ultrassonografia;
  • tecnologia Doppler;
  • ressonância magnética.

Eles podem ajudar a distinguir linfonodos aumentados de outras estruturas e definir a patologia, especialmente as alterações císticas.

Então, com todos os dados em mãos, depois da análise dos achados, a confirmação da doença e o tratamento adequado serão estabelecidos pelo médico.

Se os gânglios aumentados forem de origem inflamatória ou infecciosa, o médico poderá administrar anti-inflamatórios, ou antibióticos e o paciente será observado.

Se os sintomas não passarem, uma biópsia pode ser solicitada. A necessidade e o tipo de biópsia vão variar dependendo da causa suspeita, baseado no histórico de saúde e exame físico do paciente.

Depois da biópsia, se o linfonodo for realmente diagnosticado como um câncer – seja benigno ou maligno – ele poderá ser tratado cirurgicamente, com radioterapia ou quimioterapia, a depender de cada situação.

Por isso, é essencial lembrar que o mais importante no tratamento de qualquer doença, inclusive no de linfonodomegalia, é o diagnóstico precoce. E check-ups periódicos são uma ótima forma de ter certeza da condição da sua saúde.

Aqui no dr.consulta você pode se consultar com um médico da especialidade para a sua necessidade. É só acessar o site ou baixar o app para um agendamento rápido e prático.

Fontes:
TelesaúdeRS – Universidade Federal do Rio Grande do Sul
Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP)

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Author: Aracelis Kilback

Last Updated: 01/29/2023

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